Estudo do IMEA aponta viabilidade e potencial de produção de etanol de milho em MT

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apresentará na próxima semana, os resultados de um estudo sobre o potencial de produção de etanol de milho, sua viabilidade econômica e a integração (clusters) das cadeias produtivas de Mato Grosso. O estudo faz uma análise do mercado para etanol de milho no Estado, os modelos de negócios possíveis nas macrorregiões do Estado (norte, nordeste, médio-norte, centro-sul, sudeste, oeste e noroeste), a viabilidade econômica destes modelos e os impactos sociais e ambientais.

Segundo o coordenador do projeto e gestor do Imea, Paulo Ozaki, o principal objetivo é analisar a viabilidade dos arranjos agroindustriais nas macrorregiões do estado para a instalação de usinas de produção de etanol de milho, assim como verificar a disponibilidade de DDG (subproduto do milho) para ração animal, entre outros coprodutos.

“A demanda por combustíveis no Brasil vai aumentar, assim como a oferta de milho em Mato Grosso. O estudo traz importantes resultados para os vários elos do agronegócio, um deles é o produtor. São informações estratégicas que irão subsidiar investidores e auxiliar nas tomadas de decisões políticas também”, explica Ozaki.

O estudo foi elaborado pelo Imea, que é um instituto do Sistema Famato, a pedido da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool-MT).

Usina
Há cerca de um mês, foi inaugurada em Lucas do Rio Verde a primeira usina de produção de etanol de milho do Brasil. A inauguração contou com a presença do presidente da República, Michel Temer (PMDB), do governador Pedro Taques (PSDB), do prefeito do município, Luiz Binotti (PSD), do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e de outros políticos mato-grossenses.

A usina possui 250 mil metros quadrados e já está operando parcialmente. A escolha de Lucas do Rio Verde para a instalação da usina se deve ao fato de o município ser o maior produtor de milho do estado e, consequentemente, a matéria-prima tem o preço um pouco mais baixo, segundo os empresários. Mato Grosso produz cerca de 30 milhões de toneladas de milho ao ano e só 4 milhões destas são consumidas no estado. O restante é vendido para outros estados e até para fora do país.

A previsão é de que a planta da FS Bioenergia produzirá 240 milhões de litros de etanol, além de 180 mil toneladas de farelo, 6 mil toneladas de óleo de milho e energia (gerada a partir da queima de eucalipto), por ano.

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